Fé
Fé (do
Latim fides, fidelidade e do
Grego pistia[1] ) é a firme
opinião de que algo é
verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta
confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.
A
fé acompanha absoluta abstinência à
dúvida
pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e
lógica conceitual. Ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo
tempo. A expressão se relaciona semanticamente com os verbos
crer,
acreditar,
confiar e
apostar,
embora estes três últimos não necessariamente exprimam o sentimento de
fé, posto que podem embutir dúvida parcial como reconhecimento de um
possível engano. A relação da
fé com os outros verbos, consiste em nutrir um sentimento de
afeição, ou até mesmo
amor, por uma
hipótese a qual se
acredita, ou
confia, ou
aposta ser
verdade.
[2] Portanto se uma pessoa
acredita,
confia ou
aposta em algo, não significa necessariamente que ela tenha
fé.
Diante dessas considerações, embora não se observe oposição entre
crença e racionalidade, como muitos parecem pensar, deve-se atentar para
o fato de que tal oposição é real no caso da fé, principalmente no que
diz respeito às suas implicações no processo de aquisição de
conhecimento, que pode ser resumidas à oposição direta à
dúvida e ao importante papel que essa última desempenha na aprendizagem.
É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um
objeto inanimado, uma
ideologia, um pensamento
filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de
regras, um
paradigma popular social e historicamente instituido, uma base de propostas ou
dogmas de uma determinada
religião.
Tal sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento
racional (ainda que este último critério seja amplamente discutido
dentro da
epistemologia e possa se refletir em
sofismos ou
falácias que o justifiquem de modo ilusório) e, portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela
comunidade científica como parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da
verdade
de um postulado. É geralmente associada a experiências pessoais e
herança cultural podendo ser compartilhada com outros através de
relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso, e
usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se
tem fé, o que caracteriza raciocínio circular.
A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a
questões emocionais (tais como reconforto em momentos de aflição
desprovidos de sinais de futura melhora, relacionando-se com
esperança)
e a motivos considerados moralmente nobres ou estritamente pessoais e
egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão específica (que a
justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E, como mencionado
anteriormente, também não carece
absolutamente de qualquer tipo de argumento racional.
Origem: Wikipédia