sábado, 30 de junho de 2012

Biografia Flesh Martins




Nascido  na cidade de Presidente Kennedy, filho querido de Maria de Lourdes e  Benedito Marvila, Luiz Carlos Ferreira Martins descobriu seu talento na musicalidade aos 10 anos de Idade na  pequena comunidade de Santo Eduardo, cantando na igreja cristã Maranata.
Aos 12 anos de Idade mudou-se para a Cidade de Itapemirim, onde residiu até os 18 anos, onde aprimorou seu talento fazendo aulas de canto, teclado e violão com seu antigo professor Gelson. E dali em diante Luiz Carlos começou a se unir com seus parentes Maxiano e Jacy , onde tiveram a ideia de formar sua primeira Banda , que tinha o nome ‘’PRIMOS DO FORRÓ’’. A banda durou mais de 5 anos até  Luiz Carlos fazer parte de outra banda , a banda  ‘’Flash 76’’ .
Com o fim da Banda ‘’Flash 76’’ em 2009, Luiz Carlos inicia sua  carreira solo e adota seu nome Artístico ‘’Flesh Martins’’.
No inicio de 2010, grava seu primeiro cd demo com a musica esse suwing é bom de mais.A musica tocou nas rádios da região e marcou o artista. Por onde passava Flesh só ouvia elogio sobre sua música.
Em 2011, Flesh Martins se apresenta nos mesmos palcos de artistas nacionais mostrando assim seu trabalho para um grande publico. Foi nesse ano que Flesh Martins Gravou seu primeiro DVD de trabalho.
Por já está muito conhecido e com muitos seguidores, Flesh Martins se torna um dos shows  mais procurados por festeiros da região.
Atualmente Luiz Carlos está gravando seu segundo CD, no studio  MCD, do maéstro Maurício Contruci , no Rio de Janeiro. O CD é patrocinado e apoiado pela Secretaria de Cultura de Marataizes que visa promover os talentos Marataizenses.

Biografia de Djavan


         
Djavan Caetano Viana (Maceió, 29 de janeiro de 1949) é um cantor e compositor brasileiro.

Filho de mãe lavadeira que entoava canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves. Aprendeu violão sozinho na adolescência. Sempre gostou muito de jogar futebol.

Aos dezoito anos, formou o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que tocava em bailes de clubes, praias e igrejas de Maceió. No ano seguinte, Djavan largou o futebol e passou a dedicar-se apenas à música.

Em 1973 foi para o Rio de Janeiro onde teve ajuda do radialista Edson Mauro, que o apresentou a Adelzon Alves, que o levou para o produtor da Som Livre, João Mello que lhe deu a oportunidade de gravar músicas de outros artistas para as novelas da Rede Globo: "Alegre menina" (Jorge Amado e Dorival Caymmi), da novela "Gabriela"; e "Calmaria e vendaval" (Toquinho e Vinícius de Moraes), da novela "Fogo sobre terra".

O reconhecimento aconteceu mesmo em 1975 quando participou do Festival Abertura e conquistou o segundo lugar com a música "Fato consumado". Seu primeiro LP foi em 1976 tendo a faixa Flor de lis um de seus grandes sucessos. Em 1978 sua música Álibi é gravada por Maria Bethânia, dando nome ao disco de maior sucesso na carreira da cantora.


 
 

A dupla que o Brasil não esquece


 foto: divulgação
Dupla sertaneja formada por João Salvador Perez, o "Tonico" (São Manuel-SP,em 02 de março de 1917) e José Perez, o "Tinoco" (nascido em uma fazenda de Botucatu - SP, que hoje pertence ao município de Pratânia, em 19 de novembro de 1920).

Em 1930, quando a família Perez trabalhava na fazenda Tavares, em Botucatu, os dois irmãos ouviram discos da série caipira de Cornélio Pires; João frequentava a escola rural e dava lições para os colonos mais velhos.Dos amigos cobrava um litro de querosene por mês (para manter os lampiões da sala de aula), mas dificilmente recebia alguma ajuda.

José,o mais levado, gostava de caçar passarinhos com arapucas(depois os soltava), de brincar com amigos do arraial e aos sábados vestia-se de coroinha para ajudar a celebração da Missa. Após a cerimônia acompanhava o Padre nas refeições, e voltava para casa levando alimento para os irmãos.
O gosto pela cantoria veio dos avós maternos Olegário e Izabel, que alegravam a colônia com suas canções, ao som de uma antiga sanfona. A primeira música que aprenderam foi Tristeza do Jeca em 1925.

Em 15 de agosto de 1935 fizeram a primeira apresentação profissional. Cantaram na Festa da Aparecidinha/São Manuel, em uma quermesse. Junto com o primo Miguel, formavam o "Trio da Roça".Em 1931, Tonico e Tinoco moravam em Botucatu (SP), na fazenda Vargem Grande, de Petraca Bacci, com os pais, Salvador Perez - um espanhol de Léon, na Astúrias espanhola, chegado ao Brasil criança, em 1892 e Maria do Carmo, uma brasileira descendente de negros com bugres. A exemplo de outras crianças da época, os dois garotos, mal aprenderam a falar, já eram cantadores das modas de viola. Aprendiam as letras com Virgílio de Souza, violeiro das redondezas.
Tonico e Tinoco participavam das primeiras serenatas, alegravam festas e bailes de São João. Nas colônias enfeitadas de bandeirinhas, comiam batata-doce assada na brasa, pamonha, milho verde e bebiam quentão. "Os rapazes trabalhavam o ano inteiro para fazer bonito nos bailes, junto às caboclinhas", conta Tinoco. "Nós lá de calça cumprida, camisa xadrez e as botas penduradas nas costas para não estragar o solado. As meninas com seus vestidos de chita dançavam de pés descalços e com uma flor no cabelo cheirando a gostosa." A esperança dos moços e das moças era arrumar um namoro. Foi num desses bailes que Tonico conheceu e apaixonou-se por Zula, filha do administrador da fazenda, Antônio Vani. O pai proibiu o namoro e magoado, Tonico compôs Cabocla.

Naqueles anos 30 só existiam 65 emissoras de rádio e 30 mil aparelhos receptores em todo o país, para uma população de 35 milhões de pessoas. Como não havia rádio na região, o conjunto ficou famoso. Mas Tonico e Tinoco só cantavam em dupla nas horas vagas ou nas folgas do trabalho, quando a turma parava para tomar café. Cantavam as modas de viola de Jorginho do Sertão, um autor imaginário, que utilizavam para assinar suas canções, que falava da crise no país com as revoluções de 1930 e 1932.

No fim do ano agrícola de 1937, os Pérez decidiram, com outras famílias, tentar a vida na cidade de Sorocaba (SP). As irmãs Antonia, Rosalina e Aparecida foram trabalhar na fábrica de tecidos Santa Maria. Tonico foi ser servente na Pedreira Santa Helena, fábrica do cimento Votorantim. Tinoco virou engraxate na Estação Sorocabana e Chiquinho engajou-se na construção da Rodovia Raposo Tavares, que liga o sul de São Paulo ao Mato Grosso do Sul. A crise econômica do país chega ao auge. Getúlio Vargas implanta a ditadura do Estado Novo. Adolf Hitler invade e ocupa a Tchecoslováquia e depois a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial.A vida em Sorocaba fica insuportável, nada dá certo para os Pérez e eles decidem retornar ao campo, agora para a fazenda São João Sintra, em São Manoel (SP). A volta, contudo, possibilitou aos irmãos Perez a primeira chance de cantar numa Rádio. O administrador da fazenda, José Augusto Barros, levou-os para cantar na Rádio Clube de São Manoel - ainda hoje lá, na rua Coronel Rodrigues Alves, no centro da cidade.

Assim, até o final de 1940, eles ficam trabalhando na roça durante a semana e aos domingos cantam na emissora da cidade. Só por amor à arte, sem ganhar. As dificuldades levaram os Pérez a uma derradeira migração.Em janeiro de 1941 chegam, de mala e cuia - quatro sacos com os trens de cozinha e duas trouxas de roupa - a São Paulo. À falta de profissão, as meninas foram trabalhar em casa de família, Tinoco num depósito de ferro-velho, Chiquinho na metalúrgica São Nicolau e Tonico, sem outra alternativa, comprou uma enxada e foi ser diarista nas chácaras do bairro de Santo Amaro. Os tempos duros da cidade grande tinham lá sua compensação, principalmente nos domingos, quando a família ia ao circo, na rua Lins de Vasconcelos no então pacato bairro do Cambuci. Num desses espetáculos, os manos conheceram pessoalmente Raul Torres e Florêncio, a dupla de violeiros mais famosa de São Paulo e que depois,com Rielli na sanfona, formaram na Rádio Record o famoso trio "Os Três Batutas do Sertão.A Rádio Record era do doutor Paulo Machado de Carvalho, que seria chamado "Marechal da Vitória" quando chefiou as seleções brasileiras de futebol campeãs do mundo em 1958 e 1962. Depois conheceram Teddy Vieira - um paulista de Itapetininga que produziu um formidável acervo de 500 músicas sertanejas da melhor qualidade - Palmeira e Piraci, artistas exclusivos da Rádio Difusora, no programa "Arraial da Curva Torta", Zé Carreiro e Carreirinho,os quais surgiram em 1950, por intermédio de Tonico e Tinoco que queriam gravar a moda "Canoeiro" deles e os quatro fizeram um acordo: deixariam Tonico e Tinoco gravar a moda se os mesmos arrumassem um contrato na gravadora para eles gravarem também.

Em São Paulo, inscreveram-se no programa de calouros comandado por Chico Carretel (Durvalino Peluzo), na Rádio Emissora de Piratininga.O capitão Furtado, que estava sem violeiro em seu programa Arraial da Curva Torta, na Rádio Difusora, promoveu então concurso para preencher a vaga: os dois irmãos, formando a dupla "Irmãos Perez", cantaram o cateretê "Tudo tem no sertão" (Tonico). Classificados para a final, interpretaram de Raul Torres e Cornélio Pires, (esse último um radialista e pesquisador que foi pioneiro no estudo da vida sertaneja, especialmente a paulista, e que deixou uma extensa obra a respeito.) "Adeus Campina da Serra". Quando terminaram, o auditório aplaudiu de pé, em meio a lágrimas. Todos pediam bis àquela dupla que cantava diferente, com afinação, fino e alto. Todos os outros violeiros foram abraçá-los. O cronômetro marcava 190 segundos de aplausos, contra apenas 90 segundos da dupla segundo colocada. Outra citação importante é que tomaram parte desse concurso junto com os Irmãos Perez, duplas profissionais, conhecidas do Rádio como Nhô Nardo e Cunha Junior, Serra Morena e Cafezal, mas o primeiro lugar estava reservado para nossa querida dupla.

No dia seguinte o Trio da Roça estava contratado pela Rádio Difusora, que naquele período havia sido comprada pela Tupi, parte de ofensiva do jornalista Assis Chateaubriand para formar uma poderosa rede de veículos de comunicação - os Diários e Emissoras Associados. Três meses depois o contrato foi renovado por dois anos e o salário foi acertado em cruzeiros, a nova moeda que aposentara os réis. Eram 1.200,00 uma fortuna, comparado ao salário mínimo, da época, de 280,00. Já sem o primo Miguel, eles eram apenas os irmãos Pérez. Um dia, durante um ensaio do programa Arraial da Curva Torta, o Capitão Furtado - de batismo Arioswaldo Pires, sobrinho de Cornélio Pires , apresentador do programa e também lendário divulgador da música sertaneja - disse que uma dupla tão original, com vozes gêmeas, não poderia ter nome espanhol. Batizou-os, na hora, de Tonico e Tinoco. clique aqui para ver o filme deste "batizado"

A divulgação nos programas da rádio transformava a dupla em sucesso imediato, fazendo surgir dezenas de convites para shows. A primeira apresentação dessas foi no cine Catumbi, em São Paulo, hoje transformado em uma casa de forró sertanejo. Depois rumaram para o interior, em excursões que demoravam uma, duas, às vezes, três semanas. Entravam pelo interior paulista de Taquaritinga, Santa Adélia e seguiam de trem por toda a linha araraquarense. Na Mogiana, passavam por Brodosqui, Franca e terminavam em Ribeirão Preto. Apresentavam-se em cinemas, clubes e até em pátios vazios de armazéns. Quando terminaram a primeira excursão, no Circo Biriba, em Ribeirão Preto, fizeram a partilha do lucro: quatro mil e quinhentos cruzeiros para cada um.

A dupla estreou em disco, na Continental, em 1944, com o cateretê "Em vez de me agradecê" (Capitão Furtado, Jaime Martins e Aimoré)e que foi lançada em 07/45). Na gravação de "Invés de me Agardecê" ocorreu um fato inusitado, pois eles a gravaram e em seguida, quando foram gravar o lado B do disco soltaram a voz tão alto, da forma como cantavam lá na roça e estouraram o microfone . Como o processo de gravação era algo muito caro, o disco saiu apenas com um lado, mas como punição a dupla precisou ficar seis meses fazendo aula de canto para educar a voz e voltar a gravar. Por isso que o lançamento do primeiro 78 rpm para o segundo é curto pois eles gravaram a primeira moda ainda em 1944. Bem sucedida com essa gravação, que serviu de teste, gravou seu primeiro disco completo, a moda-de-viola "Sertão do Laranjinha", motivo popular adaptado pela dupla e Capitão Furtado, e "Percorrendo o meu Brasil" (com João Merlini), que foi sucesso imediato. No ano seguinte (1946)o sucesso definitivamente chegou com "Chico Mineiro" (Tonico/Francisco Ribeiro). Com o sucesso de Chico Mineiro a dupla consagrou-se definitivamente e tornou-se a dupla sertaneja mais famosa do Brasil. Uma curiosidade: quando Tonico e Tinoco foram gravar Chico Mineiro a gravadora havia informado que esse seria o último disco da dupla, pois eles já haviam gravado 5 discos e existia sempre uma reclamação dos ouvintes com relação a dupla, alegavam que não era possível entender a pronuncia deles nas letras das músicas, os fãs não entendiam o que eles estavam dizendo, aí surgiu Chico Mineiro e tudo mudou, inclusive com o dinheiro que eles ganharam com essa música conseguiram comprar sua 1ª casa para viver com a família. Desde então, tornou-se a dupla sertaneja mais famosa do país.

Tonico e Tinoco estão agora na Rádio Nacional de São Paulo onde nasceu um de seus mais marcantes programas. Um dia, o auditório estava ocupado com um ensaio e como eles precisavam entrar no ar, puxaram os microfones para fora e fizeram a apresentação do corredor. O locutor Odilon Araújo perguntou de onde o programa estava sendo transmitido e Tinoco respondeu: "Da Beira da Tuia". O nome ficou. Com o término da guerra consolidou-se a influência cultural norte-americana em várias partes do planeta, no Brasil inclusive. As grandes orquestras pontificavam com o swing e sua versão mais dançável, o fox-trot. A parte brilhante do Brasil era o Rio de Janeiro, embora a pedra mais vistosa de sua coroa, o cassino da Urca, já não faiscasse mais, ofuscada pela proibição do jogo, em 1946.Nos anos 40 na São Paulo provinciana ainda havia espaço, via ondas de rádio, para programas sertanejos de grande prestígio: "Manhã na Roça" de Chico Carretel, na Cruzeiro do Sul; "Arraial da Curva Torta" do Capitão Furtado, na Difusora e "Alma Cabocla" do Nhô Zé, na Nacional. Nos turbulentos anos 40 já existiam boas duplas e que dividiam popularidade com Tonico e Tinoco assim como, Raul Torres e Florêncio (1942), Serrinha e Caboclinho (1942), Alvarenga e Ranchinho (1934), Irmãs Castro (1948), Zé Fortuna, Pitangueira e Coqueirinho (1949), Sulino e Marrueiro (1949).

No início dos anos 50 a música sertaneja obteve sua época de ouro e Tonico e Tinoco continuavam absolutos. Programas famosos surgiram nessa década como: "Brasil Caboclo" do Capitão Barduíno, "Onde Canta o Sabiá" do Comendador Biguá e "Serra da Mantiqueira" com Zacarias Mourão na Bandeirantes. Quase todos os grandes nomes da música sertaneja surgiram nessa década: Zé Carreiro e Carreirinho (1950), Zico e Zeca (1952), Irmãs Galvão (1954), Tião Carreiro e Pardinho (1956), Liu e Léu (1957), Craveiro e Cravinho (1959) e muitas mais, mas sem dúvida nenhuma Tonico e Tinoco eram "Os Expoentes Máximos da Música Sertaneja". Apesar da popularidade o trabalho para dupla sertaneja era garantido, porém limitado aos circos somente. Felizmente nessa época apenas em São Paulo estavam baseados cerca de 200 circos que iam ao interior para apresentação dos ídolos sertanejos do rádio.A dupla começou a acumular sucessos no longínquo 1946 com Chico Mineiro (Tonico/Francisco Ribeiro). Ainda na época do 78 rpm, na Continental, fizeram sucesso e imortalizaram páginas como "Boiadeiro do Norte" (Zulmiro) em 1951, "Fim de Baile" (Tonico/Zé Paioça) em 1954 e "Maldita Cachaça" (Tonico/Ana Maria Pereira/Capitão Furtado) em 1956. Em 1955 gravam de Mário Vieira com a participação especial de Araci de Almeida, os cateretês "Tô Chegando Agora" e Ingratidão." No ano de 1960 transferem-se para a Philips e permanecem lá até 1963 onde gravam "Canta Moçada" (Tonico/Nhô Fio), Boiada (Zé Paioça) e Moreninha Linda (Tonico/Priminho/Maninho) em 1960. "Morão da Porteira" (Raul Torres/João Pacífico) e "Chofer de Caminhão" (Tonico/Ado Benatti) são sucessos de 1962. No último ano na Philips lançam 02 LP´s e emplacam com "Gaúcho Alegre" (Tonico/Zé Carreiro).

Em 1961 estréiam no Cinema com o filme "Lá no Meu Sertão" de Eduardo Llorente, filme baseado na vida e obra de Tonico e Tinoco. No final de 1960 a dupla recebera um golpe quase mortal, quando Tonico, tuberculoso desde 1940, precisou ser internado num hospital em Campos do Jordão/SP, cedendo lugar para o irmão Chiquinho tanto nos shows, quanto nos programas de rádio e gravações de discos. Tonico fez uma cirurgia e um tempo depois deixou o hospital com a certeza que não voltaria mais a cantar. Tinoco, através da Rádio Nacional onde faziam o programa, pediu para os fãs rezarem pela saúde de Tonico, o qual ficou curado, e voltou a cantar com mais força e beleza. Em devoção a Nossa Senhora Aparecida, a quem a dupla atribuiu sua cura, construíram na Vila Diva em São Paulo/SP uma capelinha que recebe romeiros e devotos até hoje.No ano de 1964, já com 20 anos de carreira, Tonico e Tinoco voltam para a Continental e lançam de sua autoria "Arrasta-pé na Tuia" e "Baianinha". Nesse mesmo ano são contratados pela Chantecler onde permanecem até 1966 e lançam 05 LP´s destacando-se "Rei dos Pampas" (Raul Torres) e "Pinho Sofredor" (Fêgo Camargo/Capitão Furtado) em 1964. "Brasil Caboclo" (Tonico/Walter Amaral), "Beijinho Doce" (Nhô Pai) e "As Três Cuiabanas" (Zé Carreiro/Carreirinho ) são sucessos de 1965. Nesse mesmo ano filmam "Obrigado à Matar" de Eduardo Llorente, um filme baseado na lenda do Chico Mineiro. No ano de 1966 lançam "Adeus Mariana" (Pedro Raimundo), "Curitibana" (Tonico/Pirigoso) e "Artista de Circo" (Zé Tapera) com estrondoso sucesso.

Sempre com grande sucesso, no ano de 1967 são contratados com exclusividade pela RCA-Victor já de imediato "estourando" com "Viola Cabocla" (Tonico/Piraci). Ficaram nessa gravadora apenas dois anos: 1967 e 1968. Apesar de pouco tempo na RCA-Victor, fizeram sucesso com "Seresteiro do Sertão" (Tonico/Garrafinha) em 1967. Já em 1968 gravaram "Querer Bem" (Irmãos Motta), "Pé da Letra" (Tonico/Augusto Autran), "Carreiro Triste" (Tonico/Bolinha), "Canoeiro do Mar" (Tonico/Alencar) e "Presépio" (Tonico), assim foi sua memorável passagem pela etiqueta do cachorrinho, onde suas músicas são relançadas e permanecem em catálogo até hoje.

Ano de 1969, novas mudanças na carreira de Tonico e Tinoco, eles estréiam na Rádio Bandeirantes onde permanecem até 1983. Voltam a pertencer ao Cast da Continental, gravam 04 Lp´s nesse ano, dois deles em comemoração ao aniversário de carreira da dupla: "26 Anos de Glória" gravado no Teatro da Rádio Bandeirantes com a apresentação do Carlito e "27 Anos" onde gravam antigos sucessos imortalizados nas vozes de grandes intérpretes, tais como, "Maringá" (Joubert de Carvalho), "Chuá, Chuá" (Pedro de Sá Pereira/Ary Pavão), "Luar do Sertão" (Catulo da Paixão Cearense).

No cinema, em 1969, fizeram "A Marca da Ferradura" de Nelson Teixeira Mendes.

Raul Torres e Florêncio foram desde 1942 ídolos da música caipira, os próprios Tonico e Tinoco se espelharam na dupla no início da carreira. Raul Torres (Vide Link Compositores) ao lado de João Pacífico foram uma das maiores duplas de compositores que já existiram no gênero caipira. Em 1970 Tonico e Tinoco resolvem lançar um LP intitulado "Recordando Raul Torres" em homenagem a esse grande ídolo. Conseguiram a autorização para gravar as músicas, entre elas, "Moda da Mula Preta", "Pingo d´Agua" e "Chico Mulato" (Raul Torres/João Pacífico), mas infelizmente Raul Torres não chegou a ouvir as gravações, tendo falecido dois meses antes.

Em 1971 lançaram "Chalana" (Mário Zan/Arlindo Pinto) e vários sucessos em homenagem ao Mato Grosso e ao Paraguai no LP "Laço de Amizade". Gravaram em referência a famosa estrada do norte do Brasil, "Transamazônica" (Tonico/Caetano Erba) e em homenagem a sua terra natal, São Manoel/SP "Minha Terra, Minha Gente" (Tonico). Filmaram ainda nesse ano "Os Três Justiceiros" de Eduardo Llorente, uma espécie de bang-bang, sem muito sucesso.

Em 1972, já com um enorme prejuízo, filmam "Luar do Sertão" de Osvaldo de Oliveira e desistem da carreira de atores. Quase faliram nessa incursão pelo cinema. Mazzaropi fazia sucesso e fortuna pois produzia, distribuía e fiscalizava seus filmes, já Tonico e Tinoco sem condições de ter um fiscal na porta de cada cinema onde seus filmes eram exibidos, foram passados para trás, arcando com um prejuízo imenso.

Em 1979, precisamente no dia 6 de junho, Tonico e Tinoco fazem o que nenhum caipira havia sonhado: apresentam-se no Teatro Municipal, em São Paulo, num show de três horas que reúne um público recorde de 2.500 pessoas. Da beira da tuia, celeiros centenários onde cantavam no passado, os irmãos Perez chegavam a um dos mais famosos teatros do mundo, que até então só abria suas portas para óperas, balés e concertos eruditos.Permaneceram na Continental até 1982, emplacando vários sucessos. Nesse ano resolvem ir para a Copacabana onde mudam seu repertório, passam a gravar músicas mais alegres, arrasta-pés divertidos e Nadir Perez, esposa de Tinoco passa a assinar várias músicas com a dupla. Gravam Loira, Loirinha (Tonico,Tinoco e Nadir), "Cidade Grande" (Pelé) em 1982 e "Baile na Roça" e "Viva a Viola" de Tinoco e Nadir em 1983. No ano de 1983 estréiam o programa "Na Beira da Tuia" na TV Bandeirantes e lançam o filme "O Menino Jornaleiro", só que dessa vez como co-produtores.

Em 1984 participam do filme"A Marvada Carne" de André Klotzel, como convidados especiais e voltam para a Chantecler que nessa época já havia feito a fusão com a Continental e passaram a ser uma só, onde lançam Rei dos Boiadeiros (Tinoco/Nadir). Em 1987 é sucesso Festa na Roça (Tinoco/Nadir). No ano de 1988 gravam "Caipirinha do Arraiá" (Tinoco/Nadir).

Em 1989 voltam para a Copacabana e gravam "Mãe Natureza" (Tinoco/José Carlos). Nesse disco Tonico já se encontrava bastante debilitado mas continuava sua carreira maravilhosa. Em 1991 na RGE gravam "Juventude no Arrasta-pé" (Tinoco/Nadir).

No ano de 1994 na Polygram com a produção de José Homero e Chitãozinho gravam seu último trabalho, onde destaca-se "Coração do Brasil" (Joel Marques/Maracaí) com participação especial de Chitãozinho & Xororó e Sandy & Júnior, e "Chora Minha Viola" (Nilsen Ribeiro/Geraldo Meirelles).

Cantando em todos os canais de televisão de São Paulo, com programa exclusivo na TV Bandeirantes, a dupla excursionou pelos Estados do Centro e Sul do país. Vale citar que Tonico e Tinoco tinham uma aceitação fenomenal na região Sul do Brasil, uma região marcada pelo seu tradicionalismo mas que sempre teve as portas abertas para Tonico e Tinoco. A dupla por sua vez em todos Lp´s sempre homenageava a região Sul com músicas e o público lhe era fiel por isso. A viola e o violão deles sempre possuiu uma harmonia perfeita com a "Cordeona" dos gaúchos, catarinenses e paranaenses. Sempre preferiu, entretanto, as estações de rádio, onde atuou com programas exclusivos na Tupi, Nacional e Bandeirantes, de São Paulo.

Tonico faleceu em 13 de agosto de 1994 e a partir de então, sem arrefecer, Tinoco e Tinoquinho, continuam a nos encantar com suas modas inesquecíveis!

Memorial Luiz Gonzaga



      

 
Representante maior da música popular nordestina, Luiz Gonzaga interferiu decisivamente na trajetória da música brasileira ao introduzir no cenário nacional os ritmos do sertão e do nordeste – toadas, xotes, xamegos, baiões, xaxados, marchinhas, emboladas.
Ao reencontrar-se com suas raízes musicais, ajudou a plasmar a identidade nordestina no imaginário do Brasil, imprimindo ao acordeon das valsas e tangos, a partir da década de 40 do século XX, uma nova musicalidade. Então, como sanfona, o instrumento adquiriu nova personalidade.
Na sua busca obstinada pela essência sertaneja, Luiz Gonzaga encontrou nos arquivos da memória os instrumentos musicais para compor uma orquestração diferenciada, com o sotaque de sua terra, criando o primeiro trio de sanfona, zabumba e triângulo.
Na vestimenta dos cangaceiros e vaqueiros encontrou sua personalidade estética.
Sua influência não pode ser mensurada.
É a tradução musical e imagética da própria alma nordestina definitivamente inscrita no cenário brasileiro.

O Memorial Luiz Gonzaga (MLG) é um equipamento cultural da Prefeitura do Recife, cujo principal objetivo é preservar e divulgar o maior legado de Luiz Gonzaga, sua obra musical, e tudo o que o envolve, conjunto patrimonial imaterial que revolucionou a música no Brasil das décadas de 40 e 50 do século XX, e contribuiu decisivamente para a formação da noção de nordestinidade no cenário cultural brasileiro.
O MLG é um centro de memória e pesquisa, que oferece aos seus visitantes casuais, pesquisadores e turistas, não apenas informações provenientes de seu acervo físico e projeto expográfico, mas objetiva também ser um centro receptor e difusor do conhecimento produzido sobre a obra do Rei do Baião, estabelecendo ligações e convênios com instituições afins, utilizando os recursos da tecnologia da informação com perfil dinâmico e propositivo.
O acervo atual do MLG foi constituído com a aquisição da coleção de Mávio Holanda, pela Prefeitura da Cidade do Recife, formada por discos raros de 78 rpm, Long Plays, CDs, fotos, impressos, álbuns de recortes, vídeos e arquivos de áudio em formato MP3. Constitui uma coleção singular do MLG, o conjunto de documentos cedidos para replicação pelo Parque Aza Branca, construído pelo Mestre do Araripe em seu torrão natal, na cidade de Exu - fotos, partituras e álbum de recortes.
Consciente de que a tarefa educativa é uma responsabilidade de toda instituição que guarda acervo patrimonial de uma comunidade, e que a educação é o melhor caminho para a perpetuação das tradições culturais, o MLG também propõe cursos, palestras e atividades semelhantes no âmbito do universo de sua referência.

Historia do Renato russo



 

O maior artista do País

Biografia

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Renato Manfredini Júnior nasceu

no dia 27 de março de 1960 no Rio de Janeiro.

Renato Russo é considerado por muitos fãs o irmão mais velho de toda uma geração. Uma geração que ele mesmo batizou de Coca-Cola. Desde 1985, quando a Legião Urbana lançou seu primeiro disco, até hoje, milhões de fãs, de diversas idade, classes sociais e culturas diferentes se sentiram profundamente tocados pelas letras do cantor.
Considerado por alguns como o líder quase messiânico dos jovens, Renato Russo refutava veeementemente essa idéia, dizendo que era apenas um cantor que cantava o que as pessoas gostavam e queriam ouvir. Renato Manfredini Júnior (seu verdadeiro nome) nasceu no dia 27 de março de 1960, às quarto horas da manhã, na Clínica Santa Lúcia, em Humaitá, no Rio de Janeiro. Aos sete anos foi morar em Nova Iorque, após seu pai, funcionário do Banco do Brasil, ser transferido para os Estados Unidos.

15 anos

Renato sofre de uma doença rara chamada Epifiólise, que tira os movimentos de suas pernas.
Em 1969 a família Manfredini volta para o Rio de Janeiro, mais precisamente para a Ilha do Governador onde ficam morando até 1973, quando mais uma vez seu pai é transferido, desta vez para Brasília.
Aos 15 anos, Renato Russo sofre de uma doença rara chamada Epifiólise, que tira os movimentos de suas pernas, fazendo com que ele passé o tempo todo sentado ou deitado. O período da doença dura dois anos onde Renato estudou e leu muito, tanto que em 1977 passa direto no vestibular de jornalismo da CeuB.

The 42nd Street Band

Renato começa a esboçar os primeiros desejos de se tornar músico.
É nesse período da doença que Renato começa a esboçar os primeiros desejos de se tornar músico. Em sua imaginação ele cria uma banda chamada 42nd Street Band, na qual ele era o vocalista e se chamava Eric Russel. Pela primeira vez o seu nome artístico começava a aparecer. “Russel”era uma homenagem a um dos seus filósofos favoritos, o ingles Bertrand Russel. Mais tarde, o “Eric Russel” daria lugar ao conhecido “Renato Russo”.

O embrião…

Renato começa a se envolver com o movimento Punk.
Totalmente recuperado da doença, Renato começa a se envolver com o movimento punk criado em Londres nos anos 70. Calças rasgadas, alfinete na orelha eram o suficiente para chocar a sociedade brasileira da época.
Em 1978, já aos 20 anos, Renato Russo realiza o seu primeiro show com músicas próprias no bar Só cana, em Brasília. O Aborto Elétrico ia bem até que André Pretorius deixa a banda para prestar o serviço military na África do Sul. A banda então ganha dois integrantes: Flávio Lemos e Ico Ouro Preto. Nesse ano Renato conhece Dado Vila-Lobos e Marcelo Bonfá.

Trovador Solitário

Renato passa a compor com mais intensidade e a realizar shows onde ele toca violão e canta sozinho.
No ano seguinte, o Aborto Elétrico acaba por causa de diversas brigas entre Renato Russo e o baterista Fê Lemos. Renato passa a compor com mais intensidade e a realizar shows onde ele toca violão e canta sozinho, ficando conhecido como o Trovador Solitário. É nessa época que alguns clássicos do rock nacional como “Eu Sei” e “Química” foram escritos por Renato.

Legião Urbana

Renato convida Marcelo Bonfá para formarem uma banda chamada Legião Urbana.
Sabendo do talento de Renato, o baterista aceita imediatamente e convida o guitarrista Eduardo Paraná e o tecladista Paulo Paulista para fazerem parte da nova banda. Paraná também  deixa a Legião Urbana para estudar violão clássico em Tauí, interior de São Paulo. Um mês depois de entrar na banda, Ico Ouro Preto também sai da Legião e finalmente em março de 1983 é convidado Dado Villa-Lobos para assumir definitivamente a guitarra.

EMI Odeon

A Legião Urbana faz seu primeiro show no Rio de Janeiro e é convidada pela EMI Odeon para gravar uma fita demo.
A Legião Urbana começa a fazer sucesso e diversas fitas com shows piratas da banda são trocadas por fãs de toda parte do país. Com o sucesso do primeiro disco do Paralamas do Sucesso, onde a música “Química” foi gravada, a banda começava a interessar grandes gravadoras. Em 23 de julho a Legião toca pela primeira vez no Rio de Janeiro, no Circo Voador, e é convidada pela EMI Odeon para gravar uma fita demo.

1984

A Legião Urbana fecha contrato com a EMI e Renato volta para o Rio de Janeiro.
No ano seguinte, Renato Rocha é convidado por Bonfá para assumir o baixo da Legião Urbana, deixando Renato Russo mais livre para cantar. Em outubro de 1984 a Legião fecha contrato com a EMI e, em janeiro de 1985, lança seu primeiro disco, com sucessos como “Será”, “Ainda é Cedo”, “Geração Coca-Cola” e “Por Enquanto”. Em agosto, os integrantes da banda deixam Brasília e vão morar no Rio de Janeiro. Renato volta para sua antiga casa na Rua Maraú, na Ilha do Governador.
Com o sucessos do primeiro disco, Renato Russo começa a compor muitas músicas para o novo trabalho. A banda desejava lançar um disco duplo chamado Mitologia e Intuição, mas acabou lançando um disco simples, com 12 faixas. Para muitos, Dois, gravado entre janeiro e março de 1986 é o melhor disco da história do rock nacional.
Em dezembro de 1987 é lançado o terceiro disco da banda, Que País É Este, com músicas compostas na fase do Aborto Elétrico. A Legião Urbana começa a ganhar status de maior banda de rock do Brasil, o os seus shows estão sempre lotados. Estoura nas radios de todo o Brasil o épico “Faroeste Caboclo”, uma paulada de quase dez minutos e 159 versos, nenhum repetido.

Estádio Mané Garrincha

A banda enfrentou um dos piores momentos da sua carreira.
Em dezembro de 1988 outro fato marcaria profundamente a Legião Urbana. O baixista Renato Rocha sairia da banda após diversas divergências com os outros integrantes. A Legião Urbana deixava de ser um quarteto para ser um trio.
Renato Russo assumiu novamente o baixo nas gravações do disco As Quatro Estações, lançådo em novembro de 1989, consumindo dezesseis meses de gravação.
Após o disco pronto, Renato Russo viaja para São Francisco, nos Estados Unidos. É ali que começa a imaginar a sua carreira solo que só viria a se tornar realidade em 1994.

As Quatro Estações

Lançado em novembro de 1989, estoura em todo país.
Vendendo mais de um milhão de cópias e lançando de vez a Legião Urbana para o estrelato. Nos dias 11 e 12 de agosto de 1990 a Legião fez dois impressionantes shows no Parque Antártica, em São Paulo, para mais de 80mil pessoas. Os fãs, cada vez mais fervorosos, acompanham cada passo da carreira de Renato Russo e fazem um trocadilho com o nome da banda a chamando de “Religião Urbana”, fato que incomoda profundamente o cantor, que rechaçava essa idéia.
Em dezembro de 1991 o disco V é lançado pela EMI Odeon. Nessa época Renato enfrentava uma séria crise com drogas e álcool, e a turnê de divulgação do disco foi cancelada em Natal, no Rio Grande do Norte, apenas um mês após seu início.

Acústico MTV

A Legião Urbana gravou no Hippodromo, em São Paulo, o especial Acústico MTV.
O Acústico foi lançado sete anos depois, em outubro de 1999, em video e em cd. No dia da gravação Renato Russo cantou a música “Hoje A noite Não Tem Luar”, uma versão para a música dos Menudos. Em dezembro de 1992 é lançado o disco Música para Acampamento, com diversas gravações realizadas entre 1984 e 1992.

The Stonewall Celebration Concert

Renato Gravaria seu primeiro disco com 21 músicas em ingles.
A carreira solo
O disco O Descobrimento do Brasil é lançado em novembro de 1993, e a música “Perfeição” fica em primeiro lugar nas radios de todo o país. A excursão do disco começou apenas em junho de 1994, poise m fevereiro e março Renato gravaria seu primeiro disco solo: The Stonewall Celebration Concert, com 21 músicas em ingles. Os royalties do disco foram doados para a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, campanha do sociólogo Betinho.

1995

O ultimo show da história da Legião Urbana
Feliz com o resultado do seu primeiro disco solo, Renato viajaria com Gilda Mattoso para a Itália, a fim de iniciar uma pesquisa para seu próximo disco solo, todo em italiano. Logo após a sua volta da Europa a Legião faria um show em Santos, na Reggae Night. Durante a apresentação Bonfá foi atingido por uma lata de cerveja. Em protesto, Renato Russo passou boa parte da apresentação, deitado no chão, olhando seu relógio. Era 14 de janeiro de 1995, e aquele foi o ultimo show da história da Legião Urbana.
Renato dedicou o restante de 1995 para as gravações do segundo disco solo, Equilíbrio Distante, lançado em dezembro do mesmo ano. No início de 1996, a Legião Urbana começa as gravações que resultaram no disco A Tempestade. Mais de 30 faixas foram gravadas, apenas 15 lançadas em setembro.

1996

Morre Renato Russo em seu apartamento na rua Nascimento Silva, em Ipanema.
No dia 11 de outubro, 1h15, more Renato Russo em seu apartamento na rua Nascimento Silva, em Ipanema, no Rio de Janeiro. A Legião Urbana acaba oficialmente uma semana depois, deixando milhões de fãs órfãos.

Homenagems póstumas

Em julho de 1997, é lançado o disco póstumo Uma Outra Estação, com o restante das faixas gravadas entre janeiro e junho de 1996. Logo depois, em novembro foi lançado o disco O Último Solo, também com faixas inéditas que deixaram de entrar nos dois discos solos do cantor.
O primeiro disco com a antologia dos maiores sucessos da Legião Urbana chamado Mais do Mesmo foi lançado em março de 1998, esgotando-se rapidamente nas lojas. Em outubro de 1999, o acústico MTV foi lançado em CD e em Vídeo.
Em março de 2001, é lançado o disco ao vivo Como É Que Se Diz Eu Te Amo, com oso shows gravados nos dias oito e nove de outubro de 1994 no Metropolitanm Rio de Janeiro.

Presente

O trabalho de catalogar todo o material inédito de Renato Russo e da Legião Urbana, como sobras de estúdio e outras versões está a cargo do jornalista Marcelo Fróes. O primeiro fruto desse trabalho de arqueólogo foi Renato Russo Presente, lançado em março de 2003, quando Renato completaria 43 anos de vida.
Músicas inéditas como “Hoje” (parceria com Leila Pinheiro), “Mais Uma Vez”, “Thunder Road” e “Boomerang Blues” se misturam a entrevistas concedidas pelo cantor e a outras parcerias com músicos consagrados.

Filosofia da Musica

                

 

Filosofia da música

Paul Griffiths
Tradução de Vítor Guerreiro
A filosofia da música é o estudo acerca do que é a música e de como esta tem significado. Associadas a estes assuntos abrangentes e abstractos estão questões que têm a ver com a composição, a execução e a audição:
  • O que é a beleza na música?
  • Quais os efeitos da música em indivíduos, grupos e sociedades inteiras?
  • Que relações há entre a música, a natureza do som e a natureza do cosmos?
  • Será que a música é uma linguagem e, se o for, de que tipo são as suas mensagens e quem é a sua fonte?
  • Quais as bases da avaliação de composições e execuções (isto é, da crítica)?
  • Será que algumas tradições musicais são superiores a outras?
  • O que é uma obra musical?
Estes são os tópicos que ocuparam os filósofos (na tradição ocidental) a partir dos gregos, e embora a música e a filosofia tenham ambas sofrido muitas mudanças durante esse período, as teorias essenciais acerca da natureza da música continuaram a resistir admiravelmente durante muito tempo, o que significa também que se mostraram notavelmente difíceis de justificar ou desacreditar.
Algumas dessas teorias têm a ver com a expressão. Se afirmamos (e de nenhum modo todos os filósofos o afirmam) que a música exprime sentimentos, é ainda bastante discutível o que isto signifique. Será que os compositores traduzem deliberadamente para notas no papel sentimentos que os executantes então traduzem novamente para sentimentos? Ou será que tudo isto acontece inadvertidamente, enquanto as pessoas envolvidas se ocupam de outros assuntos, de forma, execução e compreensão? Em qualquer dos casos, como ocorrem estas traduções? Haverá algum código? Se há, será que depende da natureza do ouvido e do som ou da convenção? Será que a música imita o discurso e os gestos de uma pessoa agitada, ou será que tem uma linguagem expressiva própria? Devemos ver a sua expressão como algo que lhe pertence em vez de ao seu compositor? Será que evoca sentimentos em nós, encoraja a compaixão perante os sentimentos dos outros, ou nos dá uma compreensão destes sentimentos de uma maneira mais geral?
As alternativas ou complementos à teoria expressiva da música assumem essencialmente três formas, afirmando diferentemente que os significados da música têm a ver com a natureza do som e o tempo, que é um meio de comunicação com forças superiores (talvez divinas, talvez interiores à mente), ou que é um instrumento de pensamento acerca da constituição do universo. Teorias do último género dependem amiúde de ligações entre a música e a matemática, como na noção de “música das esferas”, mantendo que a música humana é uma imagem das grandiosas proporções das órbitas planetárias, ou na aplicação de sistemas numéricos à música. Tais teorias raramente são acerca dos meios pelos quais os números, hermeticamente selados na harmonia ou ritmo, transmitem as suas associações e significados ao ouvinte.
Por outro lado, as teorias formalistas da música que a encaram como auto-suficiente receberam apoio e encorajamento nos séculos XVII, XVIII e XIX a partir de uma compreensão alargada do som e da forma musical. Na verdade, a elaboração da forma musical nas obras de Brahms, Wagner e Mahler demonstra a força destas teorias, mesmo numa época em tão profunda sintonia com a expressividade da música — o que só mostra que é possível aos músicos manter opiniões divergentes, simultaneamente, acerca da sua arte. Para Wagner, pelo menos, não era menos evidentemente poderosa a teoria da música segundo a qual esta arrasta o numinoso para a área do imediatamente perceptível.
A capacidade de a música falar em muitas vozes diferentes — as vozes manifestas da polifonia ou as vozes mais submersas de diferentes participantes (compositor, executante, carácter ou personagem, a que se pode adicionar as vozes das tradições instrumentais, formais e nacionais) — é essencial ao que a tornou um assunto tão fascinante e desconcertante de discussão filosófica.
Paul Griffiths
Tradução de Vítor Guerreiro

Nova Novela Da Globo

 Glória Perez e Marcos Scheistman falam sobre a novela Salve Jorge (Foto: TV Globo / Nathália Fernandes)
A equipe e o elenco de Salve Jorge, nova novela das nove da Rede Globo, se reuniram na Central Globo de Produção, o Projac, para o último dos vários workshops organizados pela produção da novela para discutir os principais temas da trama de Glória Perez: o tráfico internacional de pessoas, a devoção por São Jorge, o universo da cavalaria e a Turquia.
Agora é esperar pra curtir mais um sucesso da Rainha da novelas.

Sassá Ribeiro lança álbum com Participaçoes especiais


A nova voz e promessa da MPB, a niteroiense Sassá Ribeiro, estreia no mercado musical com o recém-lançado álbum Me Leve, produzido por ninguém menos que Arthur Maia, que também foi o responsável pelas incríveis linhas de baixo do registro.
Dona de uma voz suave e relaxante, Sassá Ribeiro extraiu o melhor de suas principais influências – Lenine, Zélia Duncan, Jamie Cullum e Soulive – e compôs um som que mistura MPB, soul e lounge.
Sobre esse mix de estilos e ritmos, Sassá, que é formada em produção fonográfica, conta: Eu defino a minha música como leve, suave, com uma pitada de soul, MPB e lounge. Tenho algumas canções para dançar também, com muita influência do funk americano.
Com canções autorais (inspiradas pela paisagem do Rio de Janeiro e pelo calor do povo carioca) e regravações, Me Leve propõe um clima como a de uma roda de violão ao pôr-do-sol entre amigos, risos, informalidade e leveza, além de trazer participação de Cláudio Zoli, padrinho da artista, e do grupo Nayah, que marca presença em trilhas de algumas novelas da TV Globo.

Comissão da Câmara aprova PL do Cultura Viva

                           


 Projeto que transforma programa em política de Estado recebe aval da comissão








Brasília – O projeto de Lei (PL) nº 757/2011, que institucionaliza o programa Cultura Viva, foi aprovado hoje (27) pela comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
De acordo com o texto, o programa desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC) desde 2005 passa a ser uma política de Estado.
“É um importante avanço na implementação das políticas públicas para a cidadania e diversidade”, disse a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg.
A fixação do programa, por meio da lei, cria a Política Nacional de Cultura Viva e atende ao que estabelece a Constituição Federal (art.215) no que diz respeito aos direitos culturais.
Um dos ganhos é que a nova política tornará mais simples a prestação de contas por parte dos Pontos Cultura, antiga reivindicação das comunidades dos pontos.
Autora do PL, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) destaca o fim dos excessos burocráticos. “Desburocratiza o processo de avaliação e prestação de contas, retirando algumas imposições da Lei 8.666/93 (lei das licitações), o que facilita para um Ponto de Cultura Indígena por exemplo, que não tem familiaridade com esses trâmites”, disse.
Feghali também comemora o fato de o projeto ter ultrapassado a comissão de Educação e Cultura, na qual é analisado o conteúdo da matéria. “Foi aprovado na comissão temática, estou segura de que passa pelas outras duas.”
O projeto ainda passa pelas comissões de Finança e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Como tramita em caráter conclusivo nas comissões, depois segue direto para o Senado. Aprovado, vai à sanção presidencial.
(Texto: Marcelo Leal, Ascom/MinC)
(Fotos: Caru Ribeiro)
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Peça que conta a historia do Radio volta em Agosto





A partir de Agosto de 2012 o Ator Global  Luciano Vianna e o Menestrel da MPB David Babim darão sequencia ao belo projeto teatral '' Radio PHD'' Perdidos no Tempo. À peça conta a historia do Rádio e relembra de forma bem humorada grandes artistas que marcaram época na Radio Nacional.

A primeira apresentação foi feita na linda cidade de Santa Rita do Sapucaí , MG.

Vale a pena conferir.

 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

David Babim uma historia de Sucesso

                       

 

 
David Babim, nasceu na cidade de Itapemirim, na década de 80,foi criado em Marataízes.
Começou a gostar de música aos 16 anos de idade quando  ganhou seu primeiro Violão de presente de aniversário.Como diz sua mãe, a dona de casa, Áurea Lucia Amorim Teixeira : David Nunca mais parou de fazer ''barulho'' com o violão dentro de casa. Ele não dormia cedo e o violão para ele era como um diamante muito muito valioso.

Começou a compor suas primeiras canções nessa época  e a primeira canção que compôs se chamava:  ''Eu vi o Mundo do Avesso'', música que retratava a realidade da época e que ainda se faz notória.

 Dali pra frente David Amorim, como era conhecido antes de criar seu nome artístico David Babim, não parou de compor. Montou um repertório com mais vinte músicas conhecidas de MPB, de artistas, como Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza  e Zélia Duncan, e começa a tocar nos bares e quiosques  da cidade de Guarapari-ES, fazendo shows no verão, em parceria com cantora Eliana Sabino e a produtora Thelma Almeida.

  Após o fim do verão , David volta para sua cidade natal , e de imediato é contratado pela Casa de shows ''Barbarõ'', que na época era a melhor casa de shows, bar e pizzaria da região.No Barbarõ David  ficou muito conhecido e teve a idéia de gravar seu primeiro CD, intitulado Perfume Amadeirado. O cd fez muito sucesso, e vendeu bastante.

 No ano de 2008 David grava seu segundo Cd na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, intiulado '' Porque eu mereço'' e da uma Sumida  dos shows em  barzinhos e começa a divulgar seus trabalhos tocando em boates e eventos públicos organizados pelas prefeituras da região.

  Em 2009, David Babim abre shows de bandas famosas, como capital inicial, vixi mainha, D Black, entre outras e Faz parceria com o Cantor, Guilherme Lemos.Com essa parceria David adquire mais experiência e começa a participar de programas de tv, como O programa do Beleza e chá da Tarde, na tv Cultura( tv sul )

 Em 2011 viaja para a cidade mineira Santa Rita do Sapucaí , acompanhado do produtor, diretor e ator Global Luciano Vianna,  para fazer parte de uma peça teatral chamada Rádio PHD.A peça contava de forma descontraída, a história do Rádio.

 Nesse mesmo período Volta para Marataizes e  é contemplado pela lei de incentivo a cultura de Marataizes, e recebe um patrocínio para gravar seu terceiro CD: ''Sempre existe uma Luz''.

 No processo de compor seus arranjos do seu terceiro CD, David Viaja Para o rio de janeiro e é convidado pelo Palhaço Sorrizo Ollá ,á se apresentar na festa junina do retiro dos Artistas,( evento organizado pelo Ator Stepan Nercessian, deputado e presidente do retiro dos artistas).

Meses depois volta para o ES e conclui seu 3º almbúm .

Hoje com vinte e nove anos , o leonino  diz  que está mais experiente e que já começa a criar o projeto de seu primeiro DVD. Mas aguarda , primeiro a construção  de um teatro Municipal em Marataízes, para que  seu novo sonho seja  realizado.



David Babim, Artista Capixaba , Biografia.

O que nos vale a pena.